sábado, 24 de agosto de 2013

A NOITE

A noite vem apagando os céus
E a tarde perdida vaga em torno
Vestindo seu longo burel
Envolve o dia em fúnebres contornos.

E uma a uma com seus longos dedos
Vai pendurando nos espaços vazios
Suas estrelas refulgentes e o medo
Entre as criaturas o vento frio.

Já é noite altiva e austera
Em reverência o azul recua
Pra disfarçar sua face severa
Como um sorriso nos dá a lua.
 

Ana Roen

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