sexta-feira, 6 de abril de 2012

POEMA CONTÍNUO - PARTE VIII (O poema sem fim)

Adentro o mundo dos sonhos e todos os meus sonhos mato
Na ânsia incoercível de verter
Em sangue o que está a me doer
Faço uso de todos os aparatos.

Um longo processo se desencadeia
Sob sangue e veia a ferida exposta
De quem do mais amargo bebe e gosta
No lirismo vital da poesia.

Não importa se belos, feios ou exóticos
Sonetos, quadras, soltos, livres...
À luz dos versos cada sonho meu revive
E se não traz a cura, imprime o diagnóstico.

Ana Roen

Nenhum comentário:

Postar um comentário