domingo, 29 de janeiro de 2012

POEMA CONTÍNUO – PARTE VI (O poema sem fim)

Domingo. Tudo no silêncio envolvido
Da tarde que misteriosa dorme
Apenas meu pensamento inerme
Na vigília por todos os sentidos.

De repente... cega-me a vista o inimigo astuto
E me toma de assalto a consciência
Com o caráter vital das emergências
Em vão procuro, inutilmente luto.

Não posso ver a sua horrenda face...
E tateando as vestes do carrasco
Seu hálito provoca um novo, estranho asco
E são novos para mim todos os disfarces.

Investe com tamanha força bruta
Incessantes golpes pelo ar desfere
E enfim a impiedosa e invisível mão me fere
E caio inerte para a luta.

Ana Roen


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