quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

POEMA CONTÍNUO - PARTE IV (O poema sem fim)

 De que matéria fui feita eu
Que contraria a tudo que é humano
Que sentimento tão profano
Uniu-me a consciência de um ateu?

Sem Planos, sem objetivos
Passo os dias nessa vã procura
De uma doença para minha cura
Alimentando pensamentos corrosivos.

Matei meus sonhos mais queridos
E os trago a mim acorrentados
Pra tornar o fardo mais  pesado
Arrastando um coração já combalido.

Ana Roen

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