sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

INSTÁVEL

Sempre escrevo com desvelo
Em linhas entrelaçadas
Se quiser puxar novelo
Vem o fio da meada.

No meu peito sentimento
Fez seu ninho fez morada
Numa noite de tormento
Dessas longas madrugadas.

Muito de vez em quando
Me visita a alegria
E se vai. Não porque mando
É que a alma é arredia.

Já cansei querer saber
Quando é noite quando é dia
Coração quem vai dizer
Pois eu vivo à revelia.

Tenho um pouco de loucura
E a mente muito instável
Mas eu sigo na procura
Sempre perco a própria imagem.

Muitas vezes até digo
Que não quero mais viver
Mas conseguem ou consigo
Esse quadro reverter.

Tem dias que acredito
A vida pode ser boa
E me vejo nos escritos
Do versar de outra pessoa.

E embora dividida
Desisti de entender
Pois não sou eu, é a vida
Que se põe a me escrever.

Ana Roen


Um comentário:

  1. Valeu Ana Roen tem td haver comigo
    Samuel Martins de Lemos

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