sábado, 2 de julho de 2011

DESEJO

Não tens consciência do que sinto
Nem em como em mim há liberdade
Eu sou agora puro instinto
O que grita em mim é só vontade.

Vontades que se abrem como rosas
Numa gentil manhã de primavera
Molhadas de orvalho são viçosas
Serem colhidas é só o que espera.

Tudo é rebeldia no Universo
A natureza, o instinto, o cio
Nada muda o seu curso
Segue indiferente como o rio.

Me preocupa saber que estas rosas obscenas
Serão talvez não mais colhidas
Desabrocham porque são rosas apenas
E não sabem que podem murchar inda esquecidas!


Ana Roen

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